Cabo e circuito para conectar à console do roteador TP-Link 1043 via porta serial

Publicado em 20/2/2012 | Autor ericson semchechen




Após o Diogo, colaborador do Blog, ter travado seu roteador TP-Link 1043 em uma tentativa frustrada de atualização de firmware recebi o desafio de ressuscitar o hardware.

Encontrei diversos “how to“s na web descrevendo o procedimento de recuperação, que consegui consolidar no artigo mostrando como recuperar o roteador, entretanto para fazer acesso à console do roteador é necessário ter um conversor serial para conectá-lo ao computador, mas diferente de um simples cabo com conector DB9 (porta COM1). Alguns sites ensinam como fazer a conexão utilizando cabo de celular, mas como não possuo um, resolvi montar por conta própria.

O roteador possui uma interface serial interna que trabalha nos níveis zero e 3.3 V, diferente dos níveis de tensão do RS-232. Então abri minha gaveta com a caixa de componentes eletrônicos utilizados na universidade e fui vasculhar os CIs que poderiam me ajudar neste problema. Depois da escolha de alguns componentes,  montagem na matriz de contato (protoboard) e duas horas de serviço o roteador estava se comunicando com o PC.

Atenção: Este blog não tem como objetivo ensinar eletrônica, no procedimento descrito abaixo será mostrado um circuito que conecta o seu computador à placa do seu roteador. Você deve ter o mínimo de conhecimento de eletrônica, caso não tenha solicite ajuda a um técnico da área. Não nos responsabilizamos por qualquer dano causado ao seus equipamentos.

O circuito pode ser compatível com outros roteadores. Caso consiga utilizá-lo em outro modelo por favor nos avise.

Componentes:

  • 1 x  74hc04
  • 1 x  MAX232
  • 4 x Cap. Eletrolíticos 1 uF
  • 1 x Cap. Eletrolítico 10 uF
  • 1 x Conector DB9 Fêmea
  • cabo de 3 vias ou mais para conectar o circuito ao PC
  • cabo de 4 vias, ou pedaços de fio para conectar o circuito ao roteador
  • 1 x fonte de alimentação de 5 V
  • 1 x ferro de solda e estanho
  • 1 x matriz de contato (protoboard)
  • se quiser ter um trabalho mais profissional monte o circuito numa PCB ou placa universal perfurada
  • barra de pinos reto fila simples e conector fêmea

Circuito:

O circuito é divido em duas partes:

 

  • A primeira é converter o sinal da porta serial do computador para níveis lógicos zero e 5 V e vice-versa utilizando o CI MAX232. Existe o CI MAX3232 e outros que fazem a conversão já para a tensão de 3.3 V, mas como eu não tinha em minha caixa e em uma busca rápida não encontrei no catálogo de preços de lojas que vendem componentes em Curitba, resolvi utilizar o 232 mesmo.
  • A segunda, que permite a conexão ao roteador, diminuindo a tensão de  5 V que sai do MAX232 para 3.3 V, utilizando um CI de portas lógicas inversoras 74HC04 . O sinal que entra nele passa por duas das portas inversoras que inverte e “desinverte” o sinal. Este CI é alimentado pelo próprio roteador, que tem em sua interface de conexão interna a saída de 3.3 V. O sinal de 3.3 V que sai do roteador não precisa ser elevado para 5 V, por que o MAX232 “entende” como nível lógico 1, podendo ser conectado diretamente ao conversor.

Interface no roteador:

Caso ainda não tenha aberto o roteador, existem dois parafusos na parte inferior escondidos nas borrachas de apoio localizados na parte mais  posterior do roteador. Depois de retirados os parafusos puxe a tampa branca superior para cima, depois retire a peça preta puxando para frente e por fim a parte branca inferior para baixo. Sobrará a parte preta que rodeia o equipamento e o circuito.

A interface serial, no circuito impresso com a identificação P1, é mostrada na figura abaixo.

 

Circuito montado:

Como era um teste, e queria ter o circuito funcionando rapidamente, foi montato direto na protoboard. Não ficou muito profissional, mas funcionou muito bem para fazer a recuperação do roteador.

Ao conectar o circuito ao roteador atente-se à sequência correta dos pinos. Uma ligação errada pode danificar seu equipamento.

Para ter um resultado mais profissional e facilitar nova conexão caso precise destravar o roteador novamente você pode soldar uma barra de pinos e utilizar um conector.

Para testar a comunicação com o seu roteador execute o Putty e siga as instruções disponíveis neste post.

Como proteger sua rede Wi-Fi?

Publicado em 1/2/2012 | Autor Vicente




Smartphones, tablets, notebooks, consoles de jogos. Tudo conectado à internet sem fio. Isto é uma facilidade das redes Wi-Fi.

Entretanto, um roteador Wi-Fi mal configurado pode vazar suas informações pessoais, abrir brechas para vizinhos hackers ou servir de ponte para ataques pela internet usando sua conexão. Ninguém gostaria de correr este risco, não é?

Para ajudar aos que estão começando, aqui seguem algumas dicas para manter a sua rede Wi-Fi livre destes problemas:

1) Criptografe sua rede. Todos os roteadores Wi-Fi modernos possuem suporte a WPA2, o método de criptografia mais moderno. Existem outros métodos menos seguros como WEP e WPA, que não devem ser utilizados. NUNCA use redes Wi-Fi abertas, a menos que você saiba o que está fazendo.

2) Use senhas de criptografia complexas. Não adianta configurar seu roteador com WPA2 se você colocar 12345678 como senha. Uma senha mais apropriada seria algo do tipo: !1nh@ça#. Como você não precisa digitar esta senha todo dia, não faz mal que ela seja complexa.

3) Regule a potência do seu roteador para o mínimo necessário. Roteadores Wireless atuais, principalmente os de 2 ou 3 antenas, tem um alcance muito grande. Isso não é bom para quem mora em um apartamento de 2 quartos. Regule a potência do seu roteador no mínimo necessário, afinal você só vai precisar que ele funcione dentro da sua casa, não é?

4) Implemente filtro de MAC. MAC é um endereço no formato XX-XX-XX-XX-XX-XX que está presente em toda placa de rede Ethernet (placas Wi-Fi também são consideradas placas de rede). Se você tem poucos dispositivos Wi-Fi, descubra o endereço MAC deles e cadastre no seu roteador para permitir acesso somente deles.

5) Mantenha o firmware do roteador Wi-Fi atualizado. Eventualmente algumas falhas de segurança podem ser identificadas em determinados modelos de roteadores. Mantê-los atualizados reduz as chances de ter sua rede invadida.

6) Não use Wi-Fi. Pode parecer estranho, mas se você considera que os dados trafegados em sua rede são muito sensíveis, talvez seja melhor continuar com o bom e velho cabo de rede e não usar Wi-Fi. Mesmo como o novíssimo protocolo 802.11n (que promete velocidades de até 300 Mbps) não há nada tão rápido e seguro quando um cabo de rede.

Tem outras dicas? Compartilhe!


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